domingo, 9 de maio de 2010

Judô promove integração de jovens e adultos especiais




RIO DE JANEIRO - Trabalhar com pessoas especiais sempre foi um desejo do professor de judô Eduardo Duarte. A realização do sonho foi possível através do projeto Valorizando as Diferenças, criado por ele há seis anos, em uma comunidade da Ilha do Governador, e depois levado à Rocinha. Desde 2007, as aulas, abertas à comunidade, são oferecidas gratuitamente no 2º Batalhão de Polícia Militar, em Botafogo, dentro do Suderj em Forma.

Aos 19 anos, quando ainda era faixa marrom, Eduardo teve o primeiro contato com um aluno surdo. Mas motivado a ensinar a arte marcial a cegos, integrou um projeto no Instituto Benjamin Constant, onde conheceu um instrutor com deficiência auditiva. A partir da convivência, o professor pesquisou iniciativas para promover a inclusão de pessoas surdas no esporte e não encontrou. Com apoio da Confederação de Desportos para Surdos, ele deu início ao Valorizando as Diferenças, projeto pioneiro no país, com uma turma de apenas quatro alunos. Hoje atende a 108 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, sendo 30 delas portadores de necessidades especiais.

– Minha intenção no início era atender somente aos surdos. Mas, como diz o próprio nome desse trabalho, vimos que não podemos discriminar. Valorizar as diferenças é muito importante para quebrar as barreiras e promover a integração entre pessoas regulares e com deficiência, prevista em lei – afirma.

Ao longo dos anos, Eduardo aprendeu e se aperfeiçoou em Libras (Linguagem Brasileira dos Sinais), a segunda língua oficial do país. Ao perceber que os alunos não ouvintes tinham dificuldade em entender o que lhes era ensinado e acabavam desistindo dos treinos, ele criou um método próprio.

– O surdo tem necessidade de se comunicar, mas poucos professores de esporte de alto rendimento têm qualificação em Libras. Eles geralmente copiavam o que os ouvintes faziam, mas não identificavam o comando e ficavam em desvantagem. Comecei a me questionar como faria os exames de faixa e o quanto eles são prejudicados e desenvolvi uma linguagem específica para o ensino – explica.

A metodologia consiste em associar o movimento à terminologia do golpe, facilitando o aprendizado. A criação dos sinais tem como objetivo unificar a metodologia de ensino da arte marcial no Brasil e já está ajudando a reduzir a idade média dos competidores surdos iniciantes de 21 para 18 anos. Alunos regulares começam a competir, geralmente, aos oito.

O sucesso do trabalho já tem gerado muitos frutos. Além de negociar o lançamento de um livro sobre a metodologia de ensino, em parceria com o Centro Universitário Augusto Mota (Unisuam), o professor tem acompanhado de perto a evolução dos alunos. Em abril, dos 30 atletas do projeto que participaram do Campeonato Brasileiro de Judô, 19 conquistaram medalhas: cinco de ouro, oito de prata e seis de bronze.

Em setembro de 2009, o Governo do Estado firmou um convênio com a Confederação Brasileira de Desportos para Surdos para levar sete judocas surdos aos 21º Jogos Surdolímpicos de Judô, em Taipei, Taiwan. A parceria, inédita, garantiu também a primeira medalha brasileira na categoria: o bronze de Alexandre Soares, aluno do projeto.

As aulas são oferecidas pelo projeto Suderj em Forma às segundas, quartas e sextas, às 18h15, para crianças, e às 19h15, para adultos, no 3º andar do 2º BPM, que fica na Rua São Clemente, 345, em Botafogo. O projeto Valorizando as Diferenças também é realizado na Rocinha e na Ilha do Governador.


FONTE: http://www.abn.com.br/editorias1.php?id=59636

sábado, 8 de maio de 2010

Livro: A educação do surdo no Brasil



A autora verificou por meio do estudo das diferentes propostas de ensino que foram adotadas pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos, do Rio de Janeiro, que, mesmo quando afirmava que surdez não significava incapacidade para a aprendizagem, a escolaridade foi negada ao aluno surdo. Co-edição USF.



Autor: Maria Aparecida Leite Soares
Nº de Páginas: 142 pgs
Nº da Edição: 2ª edição (2005)
ISBN: 85-85701-74-9

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A surdez e o desafio da inclusão escolar

Documentário Realizado no curso de Pós-graduação Tecnologias em Educação - Puc / Rio

Surdos On-Line


Meus queridos visitantes, este é novo site do Surdos On-Line, mais conhecido como SurdosOL. Agora é uma Rede Social, parecido com orkut, só que SOMENTE SURDOS E OUVINTES que conhecem surdos e vice-versa. Afinal, agora uma rede só para NÓS... Muito legal, não é? Pois é!!! VAMOS PASSEAR AQUI!!! :D
Para se cadastrar:http://www.rede.surdosol.com.br
Dúvidas? Entre em contato: contato@surdosol.com.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Surdez: Ponto de vista educacional



Surdez refere-se à incapacidade da criança aprender a linguagem por via auditiva e ter um desempenho acadêmico. A partir da Lei 10436,O governo brasileiro reconhece a LIBRAS, como língua, e os surdos tem o direito que nas instituições educacionais as aulas sejam ministradas em LIBRAS, pelo menos com a presença de um intérprete. Pois a surdez não interfere no desenvolvimento cognitivo.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Surdez

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Policiais de SP aprendem Língua de Sinais




Agentes da Polícia Militar de São José do Rio Preto, cidade do interior do estado de São Paulo, estão aprendendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para melhorar sua comunicação com pessoas surdas, informaram hoje fontes oficiais.
São 31 os policiais que participam do primeiro curso organizado pela Secretaria Municipal dos Direitos e Políticias para Mulheres, Pessoa com Deficiências, Raça e Etnia dessa localidade, situada cerca de 450 quilômetros ao noroeste de São Paulo.
O capitão Nedson Nobre, porta-voz da Polícia Militar na região, explicou que a instituição procura contar com um grupo de agentes capacitados para que "sejam ativados quanto um cidadão com deficiência auditiva precisar".
Conforme a secretária da Mulher, Regina Chueire, se mostrou satisfeita com a atitude da instituição e adiantou que buscará que a iniciativa seja estendida para outros órgãos.


"É gratificante ver a conscientização dos policiais militares, sabemos que vai resultar em uma atenção melhor e mais eficiente para os deficientes auditivos", comentou Chuerie. EFE


FONTE: Yahoo Notícias