sexta-feira, 14 de maio de 2010

Bela do Silêncio




Descoberta aos 16 anos no Brasil, a carioca de 25 anos é considerada atualmente uma das 25 modelos mais belas do mundo. Em seu livro, um relato leve, sincero e cheio de desejo de viver, publicado pela editora Styria, a "surdinha" (como a chama seu pai, desde que se deu conta da deficiência da filha) enaltece a coragem de seus pais de decidirem não confiná-la ao "gueto" dos surdos.

Brenda relata como o especialista Valderez Lemos a ensinou a se expressar com a voz desde o primeiro dia em que falou, quando disse "Coca-cola" ao invés dos esperados papai e mamãe. Desde a infância, a modelo aprendeu a linguagem dos sinais, mas também a leitura labial. Ela freqüentou escolas "normais", enfrentou a crueldade dos colegas, mas sua atitude e determinação a fizeram esquecer sua deficiência.

"Escrevi este livro para mostrar às pessoas que a deficiência não é uma dificuldade", disse a autora, acrescentando que "o mais positivo do livro é que as pessoas se interessaram sobre o tema e deram mais carinho a quem sofre o mesmo que eu". Amante do samba ("Não perco um carnaval sequer") Brenda também disse ser aficcionada do tango e explicou que sente a música por meio de vibrações que sente dos pés à cabeça.


FONTE:http://www.ndnewsonline.com.br/index.php?a=mostra_cultura.php&ID_MATERIA=3080

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Emmanuelle Laborit



Nascida surda, Emmanuelle Laborit é neta do cientista Henri Laborit (1914-1995). Só conheceu a língua gestual aos 7 anos, ensinando-a rapidamente à sua irmã, que assim se tornou sua confidente.
Antes de aprender a Língua Gestual Francesa, ela apenas comunicava com sua mãe : tinham uma comunicação "umbilical".
O seu livro autobiográfico O grito da gaivota, escrito em 1993, retrata as suas lembranças de infância, sua difícil adolescência e o início da sua idade adulta autómona, assim como o seu percurso.
Venceu o prêmio Molière da revelação teatral, em 1993, pelo seu papel em Filhos de um deus menor, adaptado da peça estadunidense com o mesmo nome, escrita por Mark Medoff: ela é a primeira comediante Surda a receber, em França, tal reconhecimento. Tornou-se ainda a embaixatriz da Língua Gestual Francesa.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuelle_Laborit

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rapunzel Surda


RAPUNZEL SURDA
Autores: CAROLINA HESSEL SILVEIRA
FABIANO ROSA
LODENIR BECKER KARNOPP
Ano de publicação: 2003
Páginas: 36
Editora: ULBRA

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cinderela Surda


Primeiro livro da coleção Pimpolho lançada por essa editora, com o objetivo de recontar a história a partir de uma outra cultura, a cultura surda. Por isso, utilizam, além do texto em português, a escrita da língua de sinais.



Autores: CAROLINA HESSEL & FABIANO ROSA & LODENIR BECKER KARNOPP

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Livro: Cidadania, Surdez e Linguagem




O livro trata de uma das pricipais questões que se tem ao lidar com o indivíduo surdo: o papel da Língua de Sinais no contexto ensino-aprendizagem. Em decorrência do fato de a língua ser imprenscindível para que o surdo possa se constituir como sujeito do/no mundo são discutidas questões pertinentes como as relativas à família, à comunidade, entre outras, que se constituem relevantes contribuições para a compreensão da proposta de ensino bilíngüe para sujeitos surdos.



Editora: Plexus
Autor: IVANI RODRIGUES SILVA & SAMIRA KAUCHAKJE & ZILDA MARIA GESUELI
ISBN: 8585689730
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 247
Acabamento: Brochura

domingo, 9 de maio de 2010

Feliz Dia Das Mães!!!!

Judô promove integração de jovens e adultos especiais




RIO DE JANEIRO - Trabalhar com pessoas especiais sempre foi um desejo do professor de judô Eduardo Duarte. A realização do sonho foi possível através do projeto Valorizando as Diferenças, criado por ele há seis anos, em uma comunidade da Ilha do Governador, e depois levado à Rocinha. Desde 2007, as aulas, abertas à comunidade, são oferecidas gratuitamente no 2º Batalhão de Polícia Militar, em Botafogo, dentro do Suderj em Forma.

Aos 19 anos, quando ainda era faixa marrom, Eduardo teve o primeiro contato com um aluno surdo. Mas motivado a ensinar a arte marcial a cegos, integrou um projeto no Instituto Benjamin Constant, onde conheceu um instrutor com deficiência auditiva. A partir da convivência, o professor pesquisou iniciativas para promover a inclusão de pessoas surdas no esporte e não encontrou. Com apoio da Confederação de Desportos para Surdos, ele deu início ao Valorizando as Diferenças, projeto pioneiro no país, com uma turma de apenas quatro alunos. Hoje atende a 108 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, sendo 30 delas portadores de necessidades especiais.

– Minha intenção no início era atender somente aos surdos. Mas, como diz o próprio nome desse trabalho, vimos que não podemos discriminar. Valorizar as diferenças é muito importante para quebrar as barreiras e promover a integração entre pessoas regulares e com deficiência, prevista em lei – afirma.

Ao longo dos anos, Eduardo aprendeu e se aperfeiçoou em Libras (Linguagem Brasileira dos Sinais), a segunda língua oficial do país. Ao perceber que os alunos não ouvintes tinham dificuldade em entender o que lhes era ensinado e acabavam desistindo dos treinos, ele criou um método próprio.

– O surdo tem necessidade de se comunicar, mas poucos professores de esporte de alto rendimento têm qualificação em Libras. Eles geralmente copiavam o que os ouvintes faziam, mas não identificavam o comando e ficavam em desvantagem. Comecei a me questionar como faria os exames de faixa e o quanto eles são prejudicados e desenvolvi uma linguagem específica para o ensino – explica.

A metodologia consiste em associar o movimento à terminologia do golpe, facilitando o aprendizado. A criação dos sinais tem como objetivo unificar a metodologia de ensino da arte marcial no Brasil e já está ajudando a reduzir a idade média dos competidores surdos iniciantes de 21 para 18 anos. Alunos regulares começam a competir, geralmente, aos oito.

O sucesso do trabalho já tem gerado muitos frutos. Além de negociar o lançamento de um livro sobre a metodologia de ensino, em parceria com o Centro Universitário Augusto Mota (Unisuam), o professor tem acompanhado de perto a evolução dos alunos. Em abril, dos 30 atletas do projeto que participaram do Campeonato Brasileiro de Judô, 19 conquistaram medalhas: cinco de ouro, oito de prata e seis de bronze.

Em setembro de 2009, o Governo do Estado firmou um convênio com a Confederação Brasileira de Desportos para Surdos para levar sete judocas surdos aos 21º Jogos Surdolímpicos de Judô, em Taipei, Taiwan. A parceria, inédita, garantiu também a primeira medalha brasileira na categoria: o bronze de Alexandre Soares, aluno do projeto.

As aulas são oferecidas pelo projeto Suderj em Forma às segundas, quartas e sextas, às 18h15, para crianças, e às 19h15, para adultos, no 3º andar do 2º BPM, que fica na Rua São Clemente, 345, em Botafogo. O projeto Valorizando as Diferenças também é realizado na Rocinha e na Ilha do Governador.


FONTE: http://www.abn.com.br/editorias1.php?id=59636